OS PRINCIPAIS DESAFIOS QUE A POPULAÇÃO EM SITUAÇÃO DE VULNERABILIDADE ECONÔMICA NO BRASIL ENFRENTA NO TEMA E COMO NEGÓCIOS DE IMPACTO SOCIAL PODEM TRAZER MELHORIAS ÀS VIDAS DESSAS PESSOAS.
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A moradia tem papel fundamental na vida das pessoas. Transformar o morar em algo seguro, digno, confortável e saudável tem um poder transformador e pode impactar de forma transversal e positiva a vida de indivíduos, famílias e a cidade como um todo.

Diante de um tema tão importante e que apresenta diversos desafios, nós da Artemisia - ao lado da Gerdau e em parceria com o Instituto Vedacit, Tigre e Votorantim Cimentos e apoio da CAIXA e CAU/BR - elaboramos a Tese de Impacto Social em Habitação. O estudo inédito reúne informações sobre os problemas enfrentados na habitação pelos brasileiros em situação de vulnerabilidade econômica e aponta as oportunidades para o desenvolvimento de negócios de impacto social que possam contribuir de forma positiva à sociedade.

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Contexto

Jardim Ângela | Crédito: Marco Torelli

Qual é o
impacto da
moradia na
vida de uma
pessoa?

Moradia é um direito humano fundamental assegurado pela Constituição Federal e vai além do simples acesso à uma casa. Muito mais do que ter uma estrutura física segura, os benefícios de uma habitação adequada têm forte correlação com saúde, educação, autoestima e bem-estar geral das pessoas que ali vivem e o acesso que têm à cidade.

Às vezes você vê sua casa estragada e não tem ânimo nem para sair. Quando você vê mais arrumadinha você tem ânimo para sair, conversar com o vizinho, chamar seu vizinho para vir na sua casa. É outra coisa

Moradora da periferia - entrevista Análise de Impacto Vivenda, 2017

mundo

Assentamentos informais, favelas e outros bairros residenciais pobres são um fenômeno urbano global. Os dados são alarmantes, especialmente em países em desenvolvimento.
1/3 da população mundial urbana
vive em favelas e assentamentos informais

330 milhões de famílias

estão financeiramente
ameaçadas pelo custo
da habitação

(McKinsey, 2014)

1 bilhão de novas casas

serão necessárias até 2025

(UN-Habitat, 2016)

18 milhões de pessoas

foram afetadas por despejos
forçados entre 1998 e 2008

(UN-Habitat, 2016)

Brasil

Um problema global que
demanda soluções locais
Como está a
situação do
Brasil?

Atualmente, enfrentamos o déficit quantitativo e qualitativo de moradias - problemas igualmente importantes e que merecem atenção. O desafio quantitativo está relacionado à demanda de construção de novas casas, já o qualitativo diz respeito à necessidade de adequação das moradias já construídas.

Déficit Quantitativo
No Brasil, ainda há
um déficit habitacional
de 7 milhões
DÉFICIT QUALITATIVO
11 milhões das casas já construídas não proporcionam condições desejadas de habitação
Fundação João Pinheiro, 2015

As condições da casa e a localização do bairro onde se vive influencia diretamente a saúde, qualidade de vida e oportunidades de desenvolvimento das pessoas. Muitos brasileiros ainda estão distantes de ter uma habitação adequada.

85% da população brasileira vive em áreas urbanas, onde se concentram os grandes desafios habitacionais, principalmente nas regiões metropolitanas. A população de menor renda é a mais afetada e enfrenta as maiores barreiras para alcançar o direito à moradia e à cidade. Muitas dessas áreas não têm acesso à infraestrutura básica e possui índices elevados de violência e miséria.

9 milhões de moradias
carece de pelo menos um
serviço de infraestrutura (Fund. João Pinheiro, 2015)

Ainda há 350 mil casas sem luz
apesar de 99,5% dos domicílios ter
acesso a energia elétrica. (Resenha Energética Brasileira, 2017)

8,3% não têm serviço
de coleta domiciliar
de resíduos sólidos (SNIS, 2017)

45% da população não
possui esgotamento
sanitário adequado (Agência Nacional de Águas, 2017)

16,5% da população ainda
não é atendida pela rede
de abastecimento de água (SNIS, 2017)

Periferia

COMO CHEGAMOS
ATÉ AQUI

Jardim Ângela | Crédito: Marco Torelli

Segregação
socioespacial
das cidades

O processo de urbanização no Brasil aconteceu a partir da segunda metade do século XXI de forma rápida. Em meados de 1960, a maioria da nossa população já vivia em cidades. Porém o acesso a terra pelo mercado formal ou por políticas públicas foram insuficientes para atender todas as pessoas que chegavam às cidades. E as consequências disso repercutem até hoje, com a atual segregação socioespacial, tendo a presença de favelas e ocupações como parte do cenário das grandes cidades.

Em 2010, 11 milhões de brasileiros já viviam em favelas*

Sendo 88,2% em regiões metropolitanas com mais de 1 milhão de habitantes e 49,8% localizadas no Sudeste. (IBGE 2010)

*Número de aglomerados subnormais. De acordo com o IBGE, são assentamentos irregulares, também conhecidos como favelas, invasões, grotas, baixadas, comunidades, vilas, ressacas, mocambos e palafitas, entre outros.

Pouca escolha,
muitos desafios

A população em situação de vulnerabilidade econômica se depara com opções limitadas de moradia - muitas vezes tendo que recorrer a situações precárias do mercado informal - que acompanham algum ônus em sua decisão.

Morar perto do trabalho em uma região central significa, muitas vezes, gastar mais com aluguel, o que pode ser inviável financeiramente ou um impeditivo para o direcionamento desse recurso para outras necessidades básicas. A opção de morar em uma região mais periférica acaba sendo a única que cabe no bolso, porém, acompanha a redução do acesso à lazer, saúde, educação e serviços de infraestrutura, além do aumento de tempo e dinheiro gastos com o transporte.

Muitas famílias vivem o seguinte dilema: ou gastam mais para morar no centro e economizar com transporte, ou vão para a periferia, onde economizam com moradia, mas gastam mais com o deslocamento. Não é uma equação fácil.

Especialista em arquitetura e urbanismo

Os pobres urbanos têm de resolver uma equação complexa ao tentar otimizar o custo habitacional, a garantia da posse, a qualidade do abrigo, a distância do trabalho, e por vezes, a própria segurança.

Urbanista e escritor

Este cenário gera uma desigualdade social e econômica que separa os ricos e os pobres, literalmente. Essas distâncias físicas e sociais são chamadas pela ONU de Armadilha de Pobreza Espacial

Empregos

Limita a oferta de empregos,
moradores de zonas afastadas
ficam em condições
econômicas vulneráveis

Interação Social

Reduz as formas de interação
social, o que diminui os efeitos
positivos do capital social

Disparidade de gênero

Aumenta a disparidade de gênero
devido a riscos de violência e
dificuldade de acesso a transporte

Deslocamentos

Piora as condições de vida devido
aos deslocamentos diários e os
custos associados

Marginalização Social

Incrementa a exclusão e
marginalização social, assim
como o acesso a bens públicos
insuficientes

Violência

Amplifica a possibilidade
de violência e insegurança

Fonte: ONU

Moradia adequada

“A moradia não pode ser vista como uma caixa onde você entra e sai, feita só para servir de dormitório. A moradia tem que vir aquecida de saúde, educação mobilidade, cultura e lazer (...) morar é dar uma qualidade de vida ao ser humano.

Líder de movimento social

Afinal, o que
é uma moradia
adequada?

De acordo com a ONU é ter acesso a:

Segurança de Posse
A moradia não é adequada se os seus ocupantes não têm um grau de segurança de posse que garanta a proteção legal contra despejos forçados, perseguição e outras ameaças.
Disponibilidade de serviços, materiais, instalações e infraestrutura
A moradia não é adequada se os seus ocupantes não têm água potável, saneamento básico, energia para cozinhar, aquecimento, iluminação, armazenamento de alimentos ou coleta de lixo.
Economicidade
A moradia não é adequada, se o seu custo ameaça ou compromete o exercício de outros direitos humanos dos ocupantes.
Habitabilidade
A moradia não é adequada se não garantir a segurança física e estrutural proporcionando um espaço adequado, bem como proteção contra o frio, umidade, calor, chuva, vento, outras ameaças à saúde.
Acessibilidade
A moradia não é adequada se as necessidades específicas dos grupos desfavorecidos e marginalizados não são levados em conta.
Localização
A moradia não é adequada se for isolada de oportunidades de emprego, serviços de saúde, escolas, creches e outras instalações sociais ou, se localizados em áreas poluídas ou perigosas.
Adequação Cultural
A moradia não é adequada se não respeitar e levar em conta a expressão da identidade cultural.

OPORTUNIDADES

Habitação &
Empreendedorismo
de Impacto Social

Desafios grandes e complexos demandam soluções inovadoras de diferentes setores da nossa sociedade. Diante dos problemas que nos deparamos no tema de habitação e do papel estruturante que a moradia tem na vida das pessoas, vemos a necessidade de ações conjuntas para trazer mudanças neste cenário tão alarmante.

Acreditamos que negócios de impacto social - por nascerem com a intenção de oferecer produtos/serviços focados na resolução de problemas da nossa sociedade - podem amenizar parte de alguns desses desafios com soluções inovadoras e acessíveis, trazendo mais qualidade de vida a milhões de brasileiros em situação de vulnerabilidade econômica.

Confira as 9 oportunidades em habitação para empreendedores(as) que querem gerar impacto social:
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COALIZÃO

A Artemisia acredita que só por meio de conexões transformadoras é possível criar soluções efetivas para os desafios que enfrentamos hoje em nossa sociedade. Por isso, nos unimos a organizações e pessoas com intenção genuína de gerar mudanças positivas e que compartilham conosco a visão de que negócios de impacto social podem contribuir para a construção de um país mais justo e menos desigual.

A Tese de Impacto Social em Habitação nasceu da união entre Artemisia e Gerdau, com parceria do Instituto Vedacit, Tigre e Votorantim Cimentos e apoio da CAIXA e CAU-BR. Mergulhamos nos desafios enfrentados pelos brasileiros e brasileiras de menor renda quando o assunto é 'moradia' para aprofundar o entendimento de quais são as reais necessidades da população e onde estão as oportunidades para quem pensa em empreender com impacto nessa temática e melhorar a vida de milhões de pessoas.

A Artemisia é uma organização sem fins lucrativos, pioneira na disseminação e no fomento de negócios de impacto social no Brasil. A organização apoia negócios voltados à população em situação de vulnerabilidade econômica, que criam soluções para problemas socioambientais e provocam impacto social positivo por meio de sua atividade principal. Sua missão é identificar e potencializar empreendedores(as) e negócios de impacto social que sejam referência na construção de um Brasil mais ético e justo. A organização já apoiou mais de 400 iniciativas de todo o Brasil em seus diferentes programas, tendo acelerado intensamente mais de 170 negócios de impacto social. Fundada em 2004 pela Potencia Ventures, possui atuação nacional e escritório em São Paulo.

www.artemisia.org.br

A Gerdau é uma das principais fornecedoras de aços longos nas Américas e de aços especiais no mundo. No Brasil, também produz aços planos e minério de ferro, atividades que ampliem o mix de produtos oferecidos ao mercado e a competitividade das operações. Além disso, é a maior recicladora da América Latina e, no mundo, transforma anualmente milhões de toneladas de sucatas em aço, reforçando o compromisso com o desenvolvimento sustentável nas regiões nas quais atua. As ações das empresas Gerdau estão listadas nas bolsas de valores de São Paulo, Nova York e Madri.

www.gerdau.com

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